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Estoque para 1ª dose de vacina deve durar quatro dias em BH No atual ritmo, ampliação de público-alvo exigiria novas remessas já na próxima semana. Imunizantes para 'reforço' estão garantidos

18 de fevereiro de 2021, 14h58 | Por Redação ★ Blog do Lindenberg

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Por Estado de Minas

Para continuar avançando na campanha de imunização contra a COVID-19, a capital mineira precisaria receber novas remessas de vacinas no início da próxima semana. O estoque de imunizantes para aplicação de primeira dose do município deve durar, na melhor das hipóteses, mais quatro dias. Depois disso, sobrarão apenas as doses de reforço, reservadas a quem já recebeu a primeira aplicação. Os cálculos foram feitos com base em dados divulgados pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) na tarde dessa quarta-feira (17/2).

Segundo o “vacinômetro” da PBH, a capital recebeu, até o momento, 242.220 doses de vacina, sendo 201.720 de CoronoVac, criada pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan, e 40.500 de Covishield, produto desenvolvido pela Universidade de Oxford com o laboratório AstraZeneca, com parceria da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ou seja: 100.680 primeiras doses de CoronaVac e 40.500 doses iniciais da Covishield. No caso da CoronaVac, a segunda dose deve ser aplicada num intervalo de duas a quatro semanas em relação à primeira, e, para isso, é necessário guardar estoques para completar o esquema vacinal. Já a Covishield deve ser reforçada em um intervalo de dois a três meses, o que dá mais tempo para a chegada de novas remessas.

Cerca de 77% do volume de primeiras doses (109.579) já foi utilizado. Restam, portanto, 31.782 doses nos postos municipais para oferta aos moradores de Belo Horizonte. O ritmo vacinal da capital mineira é de aproximadamente 9.008 administrações diárias, o que significa que os imunizantes para primeira dose se esgotarão em 3,5 dias. O cronograma prosseguirá depois disso, mas só com a complementação do esquema vacinal das pessoas incluídas nessa fase da imunização, até que novas remessas sejam entregues.

Garantia

Procurada pela reportagem, a prefeitura reforçou que não haverá suspensão da campanha por falta de estoque em BH dentro dos grupos que já vêm sendo vacinados.

A administração municipal explicou que “define os estratos etários dos idosos e grupos prioritários conforme o efetivo recebimento das vacinas, de forma a ter a garantia da segunda dose da CoronoVac e contemplar toda a população definida”.

Sobre o recebimento de novas remessas, a Secretaria Municipal de Saúde informou que aguarda informações, que deverão ser repassadas para o município por meio da Secretaria de Estado de Saúde e Ministério da Saúde.

“É fundamental que novas remessas de vacinas continuem chegando a Belo Horizonte para que os públicos imunizados sejam ampliados cada vez mais. Com isso será possível melhorar a situação epidemiológica e a pressão na assistência no município”, diz a nota enviada à reportagem.

A distribuição dos imunizantes é feita pelo ministério aos estados e por esses aos municípios, dentro do Plano Nacional de Imunização (PNI). Também a ordem de prioridade segue os critérios do PNI.

Atualmente, estão sendo vacinados em BH idosos e deficientes institucionalizados, pessoas com 86 anos que não estão nessa condição, e parte dos profissionais da saúde.

Previsão

Em tom otimista, o Secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, disse, em 11 de janeiro que Minas, responsável pelo repasse das vacinas a BH, deve receber novos carregamentos do governo federal ainda em fevereiro.

O dirigente conta com o volume de 13,9 milhões de unidades prometido recentemente pelo Ministério da Saúde, composto dos seguintes produtos: 5,3 milhões de frascos de Covishield, obtidos por meio do consórcio Covax Facility e 8,6 milhões de ampolas de CoronaVac, produção já iniciada pelo Butantan.

Segundo o critério de distribuição proporcional adotado pelo Plano Nacional de Imunização (PNI), o estado teria direito a cerca de 20% desse montante. Ou seja: 2,78 milhões de doses. Desse total, caberia a Belo Horizonte em torno de 556 mil doses (20%).

O que é o coronavírus

Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.

Como a COVID-19 é transmitida?

A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Como se prevenir?

A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.

Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam:

    Pneumonia

    Síndrome respiratória aguda severa

    Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.

Foto: Jair Amaral/EM/D.A Press

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