Um levantamento da Genial/Quaest, divulgado nesta quarta-feira (26), revela que o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), superaria o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno em quatro estados, caso as eleições presidenciais ocorressem hoje. No entanto, Zema seria derrotado em outros quatro estados. A pesquisa analisou cinco possíveis cenários eleitorais em oito unidades da federação.
Em Minas Gerais, 52% dos entrevistados declararam que votariam em Zema, enquanto 33% optariam por Lula. Os indecisos somam 2%, e 13% afirmaram que anulariam o voto ou escolheriam a opção em branco. O levantamento também indicou que a rejeição ao presidente petista no estado ultrapassa os 60%.
Além de Minas, Zema também sairia vitorioso em São Paulo, Paraná e Goiás. Por outro lado, o presidente levaria vantagem no Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul e Pernambuco.
Lula contra outros possíveis candidatos
A pesquisa também simulou cenários com outros nomes na disputa pela Presidência. Segundo os dados coletados, Lula perderia para Jair Bolsonaro (PL), Tarcísio de Freitas (Republicanos), Gusttavo Lima (sem partido) e Pablo Marçal (PRTB). O único adversário que o petista superaria em um segundo turno seria Ronaldo Caiado (União), governador de Goiás.
Os dados foram coletados entre os dias 19 e 23 de fevereiro, com entrevistas feitas com 6.630 eleitores com 16 anos ou mais. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais em sete estados, exceto em São Paulo, onde a variação é de dois pontos para mais ou para menos.
Cresce rejeição ao governo Lula em Minas Gerais
Outro ponto de destaque no levantamento foi o aumento da desaprovação ao governo Lula em Minas Gerais. Segundo os dados, 63% dos eleitores no estado reprovam sua gestão, um crescimento de 16 pontos percentuais desde dezembro de 2024. A aprovação caiu de 52% para 35% no mesmo período.
Quando questionados sobre a avaliação do governo, 51% dos entrevistados consideraram a administração negativa, 25% a classificaram como regular e 22% a avaliaram como positiva. Apenas 2% não souberam opinar.
Foto: Montagem – Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil – Fernando Michel / Hoje em Dia.