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Lula fica onde está

25 de junho de 2019, 23h34 | Por Carlos Lindenberg

by Carlos Lindenberg

O ex-presidente Lula teve nesta noite duas chances de ser colocado em liberdade. Uma, quando foi reiniciado o julgamento interrompido quando o ministro Gilmar Mendes pediu vistas do processo quando a decisão já estava dois a zero contra Lula. A segunda, quando a segunda turma do Supremo Tribunal Federal, presidido por Carmen Lúcia, resolveu julgar a suposta parcialidade do ex-juiz Sérgio Moro na condução do processo em que condenou Lula, decisão referenda pelo Tribunal da 4ª região e posteriormente pelo Superior Tribunal de Justiça.

Gilmar Mendes, que por pouco não tumultuou o início do julgamento, situação salva pela presença dos advogados de Lula no julgamento – uma das condicionantes levantadas por Carmen Lúcia na sua curta nota de segunda-feira – acabou propondo, no segundo julgamento, que Lula fosse colocado em liberdade de imediato e que pudesse aguardar em liberdade a definição de sua situação. Colocada em votação a sugestão, Gilmar Mendes perdeu, contra o voto de Lewandowski, que insistia na libertação de Lula.

Com isso, o primeiro processo – contra uma decisão do STJ – foi derrotado e o segundo, o que acusa Moro de ter sido parcial durante todo o processo, robustecido pelas notícias divulgadas pelo The Intercept Brasil e pela Folha de São Paulo, ficou para ser julgado em agosto, uma vez que ontem o que se julgou foi a proposta de Gilmar Mendes para colocar Lula em liberdade para que ele pudesse responder a esse processo em que Moro é acusado em casa. Com isso, teremos mais Lula versus STF em agosto. A minha impressão é que o Supremo treme, por pressões internas e externas, todas as vezes em que tem que julgar Lula.

 

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1 comentário

Vanessa 27 de junho de 2019 - 09:37h

Está claro que ao menos 3 do STF estão na mão do (des)governo ou dos tucanos. Mas enfim, isso é Brasil.

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