Home Política Luciano Hang, o véio da Havan, monta palco ideológico na CPI da Pandemia

Luciano Hang, o véio da Havan, monta palco ideológico na CPI da Pandemia

29 de setembro de 2021, 21h36 | Por Carlos Lindenberg

by Carlos Lindenberg

Eu avisei, no comentário da manhã, que a CPI da Pandemia iria encontrar nesta quarta-feira o seu maior adversário, o empresário Luciano Hang, o conhecido véio da Havan. E não deu outra coisa. O Véio da Havan fez propaganda de suas lojas, desmentiu que tivesse feito algum dia fake news, negou que fosse negacionista, mas admitiu que perdeu a sua mãe para a Covid-19 e que o atestado de óbito foi adulterado, de forma que na verdade a CPI não foi feliz ao convocar o empresário Luciano Hang, tanto que o depoimento chegou a ser suspenso por alguns minutos numa tentativa do presidente Omar Aziz para acalmar o ambiente.

Mas prevaleceu, ao final das contas, a opinião do relator Renan Calheiros, que insistiu na convocação. Durante o depoimento de Luciano Hang, houve um ataque massivo de robôs a serviço do governo, em ataques de diferentes teores aos senadores que defendem as posições do presidente Bolsonaro – cujo filho, por sinal, o senador Flávio, chegou cedo e ficou lá o tempo todo. De sorte que era evidente que Luciano Hang iria tumultuar o seu depoimento, a ponto de um de seus advogados bater boca com um dos senadores da oposição – e por pouco não foi colocado para fora da sessão, evitando o constrangimento ao pedir desculpas ao senador que se considerou ofendido. Em suma, eu avisei que Luciano Hang seria o adversário mais perigoso da CPI – como de fato foi. E a CPI não ganhou nada com esse depoimento.

Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

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