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Senador protocola notícia-crime contra Guedes e Campos Neto Randolfe Rodrigues pede abertura de investigação após consórcio jornalístico revelar que o ministro da Economia e o presidente do Banco Central mantiveram empresas em paraísos fiscais

5 de outubro de 2021, 10h49 | Por Redação ★ Blog do Lindenberg

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Por Nexo

Líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) apresentou notícia-crime ao Supremo Tribunal Federal nesta segunda-feira (4) contra o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, após um consórcio jornalístico revelar que ambos mantiveram empresas em paraísos fiscais, as chamadas offshores, mesmo após entrarem para o governo.

No documento, Randolfe Rodrigues pede que o Supremo acione a Procuradoria-Geral da República, para que o órgão investigue o caso. O senador aponta a possibilidade de ter havido “uma série de ilicitudes”, incluindo conflito de interesses e improbidade administrativa, e diz que é possível se “cogitar” o cometimento de diversos crimes.

“Em um exercício de leitura crítica dos fatos à luz das normas do Código Penal, é possível se cogitar de eventual cometimento dos crimes de peculato (art. 312), corrupção passiva (art. 317), prevaricação (art. 319), advocacia administrativa (art. 321) e violação de sigilo funcional (art. 325)”

Randolfe Rodrigues

No documento, o senador cita ainda que a conduta de Guedes configura em tese crime de responsabilidade, “por violação à necessária probidade na administração”. Nesta segunda, parlamentares da oposição na Câmara também pediram investigações sobre o episódio envolvendo o ministro e o presidente do Banco Central.

Ter dinheiro em offshores não é ilegal. Mas o contexto do caso levantou suspeitas. Campos Neto diz que “não houve nenhuma remessa de recursos às empresas”. O Ministério da Economia divulgou nota nesta segunda-feira (4) afirmando que Guedes comunicou à Receita Federal sua participação na empresa antes de assumir a pasta.

A empresa de Paulo Guedes continua aberta. Já a empresa de Campos Neto foi fechada em agosto de 2020. Antes disso, ao assumir o cargo no governo, Campos Neto havia assinado documento dizendo que os investimentos não seriam movimentados ou seriam geridos por alguém independente.

Foto: Adriano Machado/Reuters

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