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Presidente da Câmara Municipal à espera de uma resposta do prefeito Fuad Noman

29 de abril de 2023, 10h58 | Por Redação - Blog do Lindenberg

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Por Hoje em dia / Blog do Lindenberg

O prefeito Fuad Noman precisa dizer ao presidente da Câmara Municipal, vereador Gabriel Azevedo, se ele vai manter mesmo a benesse de meio bilhão de reais ao transporte público da capital ou se vai arregar? E mais: se o prefeito mantiver a palavra, ou seja, se ele for dar mesmo meio bilhão de reais aos ônibus da capital, como vem prometendo, quanto passarão a custar as passagens do sistema de transporte público da capital?

Essa é a nova queda de braço entre o prefeito de Belo Horizonte e o presidente da Câmara Municipal. Citemos um exemplo: se o prefeito fizer a doação de meio bilhão de reais ao sistema de transporte da capital e se as passagens forem reduzidas para, digamos, R$ 5,90, o presidente da Câmara, o irrequieto Gabriel Azevedo, irá aceitar? Claro que não, ainda mais agora que o presidente da Câmara parece ter o apoio do Ministério Público do Trabalho, que entrou na disputa em favor do presidente da Câmara Municipal.

Pois este é novo dilema do prefeito Fuad Noman. Ele sabe que os ônibus de Belo Horizonte não prestam um bom serviço à população. Aliás, na eleição passada o então prefeito Alexandre Kalil, que se desincompatibilizou para tentar um mandato para o governo do Estado, sendo derrotado, mesmo com o apoio do presidente Lula, fez um bom marketing eleitoral pegando o ônibus de madrugada e fazia a viagem dialogando com os passageiros – e cada um falando horrores do transporte coletivo da capital. Não era para menos. De forma que Gabriel Azevedo toca num sistema caindo aos pedaços, embora o prefeito queira dar a esse sistema meio bilhão de reais. O prefeito pode até ter lá as suas razões, mas Gabriel sabe que toca num assunto que tem a simpatia da população e é por isso que ele navega numa onda boa – surfa, como se diz ainda hoje.

Mas o prefeito Fuad Noman também não sabe quanto custarão as passagens de ônibus, hoje cotadas em R$ 6, se ele realmente der meio bilhão de reais ao sistema de transporte público da capital. E é exatamente isso que o presidente da Câmara Municipal, vereador Gabriel Azevedo, está esperando. O que se espera é que o prefeito da capital baixe, com o subsídio, as passagens em pelo menos 50%, até porque normalmente é também o patronato quem custeia a passagem dos seus empregados.

Mas Gabriel vai além. Como ele sabe que Fuad é um vice-prefeito que foi alçado à chefia do Executivo municipal, Gabriel está de olho é na cadeira do atual prefeito – justamente Fuad Noman –, daí as CPIs a que o prefeito tem se submetido nas idas e vindas à Câmara Municipal. Aliás, não foi por acaso que Fuad fez um acordo com o ex-candidato ao Senado, Marcelo Aro, e a essa altura já deve ter garantido, por essa negociação, uma certa maioria na Câmara de Vereadores – nesse acordo rolaram duas cabeças importantes da PBH, o do executivo Michalick, um senhor conhecedor da política municipal, e a da professora Ângela Dalbem, secretária de Educação da prefeitura. Foi o preço do acordo pelo qual Marcelo Aro e Fuad Noman podem ter maioria na Câmara Municipal. É lobo engolindo lobo. Mas Gabriel sabe que tem o apoio da população, tanto é que uma das questões colocadas na mesa é a renovação da frota de coletivos.

Foto: reprodução

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