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Polícia Civil deflagra operação contra venda de diploma falso no Norte de Minas Uma mulher foi presa suspeita de captar alunos para falsos cursos de graduação e pós-graduação.

30 de junho de 2020, 16h23 | Por Letícia Horsth

by Letícia Horsth

A Polícia Civil divulgou nesta terça-feira (30), informações sobre a Operação Prova Final, que apura crime estelionato por meio da oferta de cursos de graduação e pós-graduação no Norte de Minas, mas os diplomas emitidos eram falsos. O trabalho investigativo, que apura a venda de diplomas falsificados, incluiu levantamentos nas cidades de Grão Mogol e Montes Claros, região Norte do estado, e em Belo Horizonte.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em sedes da empresa nos três municípios, nos dias 24, 26 e 29 de junho, respectivamente. As equipes arrecadaram talões de recibo da instituição de ensino, cheques e recibos de pagamento de vítimas, diversos celulares, computadores, agendas, anotações e diplomas.

Ainda segundo a instituição, os fatos são investigados há um ano. As apurações iniciadas em Grão Mogol apontam que uma suspeita, sob a coordenação de outros dois investigados, estava, há alguns anos, comercializando diplomas de curso superior falsificados. Até o momento a PCMG identificou 18 vítimas do Norte de Minas, mas alerta que o número de pessoas lesadas pode ser superior.

Alguns professores vítimas, inclusive, perderam seus cargos em virtude de estarem atuando com certificados falsos. O Delegado Ranieri Damasceno esclarece sobre a importância de todas as vítimas registrarem a ocorrência e formalizar a representação criminal na PCMG. “Com esse crime, pessoas que buscavam um futuro melhor por meio da educação foram enganadas. Por isso, alertamos que todos os prejudicados procurem a Polícia Civil para penalizar os investigados pelos delitos praticados”, explica.

Investigações

Segundo a PC, durante a fase de colheita de provas, vários professores vítimas foram ouvidos pela Polícia Civil e relataram a dinâmica da ação criminosa. Eles apresentaram documentos, recibos de mensalidades do curso, bem como recibos de transferências bancárias e prints de e-mails das faculdades responsáveis pelos diplomas, confirmando que os certificados emitidos não eram reconhecidos pelas universidades como autênticos.

Com as provas coletadas durante a investigação e por meio do cumprimento dos mandados de busca e apreensão, a Polícia Civil conseguiu reunir elementos contundentes de autoria e materialidade, com indiciamento de três suspeitos pelo crime de estelionato. O inquérito policial já foi remetido à Justiça.

Foto: Divulgação/PCMG

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